Preciso abrir uma conta PJ?
Se você tem uma empresa, ela deve ter uma conta bancária própria. Isso não é preciosismo contábil.
É a aplicação prática do Princípio da Entidade: o patrimônio da pessoa jurídica não se mistura com o patrimônio da pessoa física dos sócios. Em português simples: o dinheiro da empresa é da empresa. O seu dinheiro pessoal é seu.
Quando a nota fiscal é emitida pelo CNPJ, o recebimento deve entrar na conta PJ. Quando a empresa paga impostos, contabilidade, sistemas, taxas, fornecedores ou despesas operacionais, esses pagamentos devem sair da conta PJ. A conta PJ é o caixa da empresa. A conta PF é a conta da pessoa física.
O que não pode passar pela conta PJ?
E aqui vale ser mais rígido do que intuitivo: em hipótese alguma a conta PJ deve ser usada para despesas pessoais, ou para despesas que possam ser interpretadas como pessoais.
Mercado, escola, viagem pessoal, restaurante sem relação clara com a atividade, compras particulares, cartão pessoal, academia, roupas, presentes e afins não devem sair da empresa. A regra boa é simples: se você precisaria explicar demais por que aquilo é despesa da empresa, provavelmente não deveria estar na conta PJ.
Essa separação protege a contabilidade, evita confusão patrimonial e reduz risco de a empresa virar uma extensão informal da vida financeira do sócio.
Em qual banco?
O melhor banco PJ é o que funciona bem para a rotina da sua empresa: Pix, pagamento de guias, comprovantes claros, extratos exportáveis, integração via Open Finance, aplicativo estável, limites adequados e baixo custo.
No fim, a conta PJ deve cumprir uma função simples: receber as receitas da empresa, pagar as obrigações da empresa e permitir retiradas organizadas para os sócios. Conta PJ não é só uma conta. É a linha que separa a empresa da pessoa física.